Depilação a laser, peelings e tratamentos a laser para manchas e rejuvenescimento são procedimentos populares e, em geral, seguros quando bem executados. No entanto, o uso de parâmetros inadequados para o tipo de pele do paciente, equipamentos mal calibrados ou a condução por profissional sem qualificação adequada podem causar queimaduras, manchas permanentes e cicatrizes — danos que, na maioria das vezes, seriam evitáveis.
Lesões comuns em procedimentos a laser
- Queimaduras de primeiro, segundo ou até terceiro grau na área tratada;
- Hipopigmentação (manchas claras) ou hiperpigmentação (manchas escuras) permanentes;
- Cicatrizes decorrentes de queimaduras profundas;
- Foliculite e infecções secundárias na pele lesionada;
- Piora de melasma ou outras condições de pele preexistentes por uso de parâmetro inadequado.
Causas comuns por trás dessas lesões
Grande parte das lesões graves em procedimentos a laser está associada a um ou mais destes fatores:
- Parâmetro de energia do aparelho inadequado ao fototipo de pele do paciente (pele mais escura exige ajustes específicos, sob risco de queimadura);
- Ausência de teste de sensibilidade prévio em peles ou áreas mais sensíveis;
- Falta de resfriamento adequado da pele durante a aplicação;
- Equipamento sem manutenção ou calibração adequada;
- Condução do procedimento por profissional sem o treinamento e a qualificação necessários para operar o equipamento com segurança.
A regulamentação sobre quais profissionais podem operar determinados tipos de laser em procedimentos estéticos pode variar. [JURISPRUDÊNCIA A CONFIRMAR]
Nem toda reação é considerada risco assumido
Uma vermelhidão leve e passageira pode ser um efeito esperado de diversos procedimentos a laser, desde que informado previamente. Já queimaduras, manchas permanentes e cicatrizes normalmente extrapolam o que seria um risco razoável — especialmente quando decorrem de erro de parametrização ou de operação inadequada do equipamento, e não de uma reação individual imprevisível.
Como documentar uma lesão por laser
- Fotografe a lesão logo após o procedimento e registre a evolução nos dias e semanas seguintes;
- Procure um dermatologista para avaliação e, se possível, um laudo relacionando a lesão ao procedimento;
- Solicite à clínica informações sobre o equipamento e os parâmetros utilizados no seu atendimento;
- Guarde o comprovante de pagamento e qualquer ficha de anamnese ou teste de sensibilidade realizado (ou a ausência dele);
- Reúna as conversas trocadas com a clínica antes e depois do procedimento.