Observatório dos Tribunais Superiores
Tema 1.234 do STF (repercussão geral)
O Tema 1.234 do STF define, por acordo entre os entes federativos homologado no RE 1.366.243, quem julga e quem custeia ações de medicamentos não incorporados ao SUS. A competência é da Justiça Federal quando o tratamento anual, pelo Preço Máximo de Venda ao Governo, alcança 210 salários mínimos; abaixo disso, permanece na Justiça estadual, com ressarcimento pela União.
Texto oficial do tema
Legitimidade passiva da União e competência da Justiça Federal, nas demandas que versem sobre fornecimento de medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, mas não padronizados no Sistema Único de Saúde – SUS.
Questão submetida a julgamento
Recurso extraordinário em que se discute, à luz dos artigos 23, II, 109, I, 196, 197 e 198, I, da Constituição Federal, a obrigatoriedade de a União constar do polo passivo de lide que verse sobre a obtenção de medicamento ou tratamento não incorporado nas políticas públicas do SUS, embora registrado pela Anvisa.
Tese firmada
I – Competência¿¿ 1) Para fins de fixação de competência, as demandas relativas a medicamentos não incorporados na política pública do SUS¿e medicamentos¿oncológicos,¿ambos¿com registro na ANVISA, tramitarão perante a Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da Constituição Federal, quando o valor do tratamento anual específico do fármaco ou do princípio ativo, com base no Preço Máximo de Venda do Governo (PMVG – situado na alíquota zero), divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED - Lei 10.742/2003), for igual ou superior ao valor de 210 salários mínimos, na forma do art. 292 do CPC.¿¿ 1.1) Existindo mais de um medicamento do mesmo princípio ativo e não sendo solicitado um fármaco específico, considera-se, para efeito de competência, aquele listado no menor valor na lista CMED (PMVG, situado na alíquota zero).¿¿ 1.2) No caso de inexistir valor fixado na lista CMED, considera-se o valor do tratamento anual do medicamento solicitado na demanda, podendo o magistrado, em caso de impugnação pela parte requerida, solicitar auxílio à CMED, na forma do art. 7º da Lei 10.742/2003.¿¿ 1.3) Caso inexista resposta em tempo hábil da CMED, o juiz analisará de acordo com o orçamento trazido pela parte autora.¿¿ 1.4) No caso de cumulação de pedidos, para fins de competência, será considerado apenas o valor do(s) medicamento(s) não incorporado(s) que deverá(ão) ser somado(s), independentemente da existência de cumulação alternativa de outros pedidos envolvendo obrigação de fazer, pagar ou de entregar coisa certa.¿¿ II – Definição de Medicamentos Não Incorporados¿¿ 2.1) Consideram-se medicamentos não incorporados aqueles que não constam na política pública do SUS; medicamentos previstos nos¿PCDTs¿para outras finalidades; medicamentos sem registro na ANVISA; e medicamentos¿off¿label¿sem PCDT ou que não integrem listas do componente básico.¿¿ 2.1.1) Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal na tese fixada no tema 500 da sistemática da repercussão geral, é mantida a competência da Justiça Federal em relação às ações que demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa, as quais deverão necessariamente ser propostas em face da União, observadas as especificidades já definidas no aludido tema.¿ III – Custeio¿¿ 3) As ações de fornecimento de medicamentos incorporados ou não incorporados, que se inserirem na competência da Justiça Federal, serão custeadas integralmente pela União, cabendo, em caso de haver condenação supletiva dos Estados e do Distrito Federal, o ressarcimento integral pela União, via repasses Fundo a Fundo (FNS ao FES), na situação de ocorrer redirecionamento pela impossibilidade de cumprimento por aquela, a ser implementado mediante ato do Ministério da Saúde, previamente pactuado em instância tripartite, no prazo de até 90 dias.¿ 3.1) Figurando somente a União no polo passivo, cabe ao magistrado, se necessário, promover a inclusão do Estado ou Município para possibilitar o cumprimento efetivo da decisão, o que não importará em responsabilidade financeira nem em ônus de sucumbência, devendo ser realizado o ressarcimento pela via acima indicada em caso de eventual custo financeiro ser arcado pelos referidos entes.¿ 3.2) Na determinação judicial de fornecimento do medicamento, o magistrado deverá estabelecer que o valor de venda do medicamento seja limitado ao preço com desconto, proposto no processo de incorporação na¿Conitec¿(se for o caso, considerando o¿venire¿contra¿factum¿proprium/tu¿quoque¿e observado o índice de reajuste anual de preço de medicamentos definido pela CMED), ou valor já praticado pelo ente em compra pública, aquele que seja identificado como menor valor, tal como previsto na parte final do art. 9º na Recomendação 146, de 28.11.2023, do CNJ. Sob nenhuma hipótese, poderá haver pagamento judicial às pessoas físicas/jurídicas acima descritas em valor superior ao teto do PMVG, devendo ser operacionalizado pela serventia judicial junto ao fabricante ou distribuidor.¿¿ 3.3) As ações que permanecerem na Justiça Estadual e cuidarem de medicamentos não incorporados, as quais impuserem condenações aos Estados e Municípios, serão ressarcidas pela União, via repasses Fundo a Fundo (FNS ao FES ou ao FMS). Figurando somente um dos entes no polo passivo, cabe ao magistrado, se necessário, promover a inclusão do outro para possibilitar o cumprimento efetivo da decisão.¿¿ 3.3.1) O ressarcimento descrito no item 3.3 ocorrerá no percentual de 65% (sessenta e cinco por cento) dos desembolsos decorrentes de condenações oriundas de ações cujo valor da causa seja superior a 7 (sete) e inferior a 210 (duzentos e dez)¿salários mínimos, a ser implementado mediante ato do Ministério da Saúde, previamente pactuado em instância tripartite, no prazo de até 90 dias.¿ 3.4) Para fins de ressarcimento interfederativo, quanto aos medicamentos para tratamento oncológico, as ações ajuizadas previamente a 10 de junho de 2024 serão ressarcidas pela União na proporção de 80% (oitenta por cento) do valor total pago por Estados e por Municípios, independentemente do trânsito em julgado da decisão, implementado pelo Ministério da Saúde, previamente pactuado em instância tripartite. 3.5) O ressarcimento envolvendo tratamentos oncológicos, para os casos ajuizados posteriormente a 10 de junho de 2024, está mantido no percentual de 80% até que ocorra alteração pelos Entes Federativos, em acordo realizado na CIT e posteriormente chancelado pelo STF. IV – Análise judicial do ato administrativo de indeferimento de medicamento pelo SUS¿¿ 4) Sob pena de nulidade do ato jurisdicional (art. 489, § 1º, V e VI, c/c art. 927, III, §1º, ambos do CPC), o Poder Judiciário, ao apreciar pedido de concessão de medicamentos não incorporados, deverá obrigatoriamente analisar o ato administrativo comissivo ou omissivo da não incorporação pela¿Conitec¿e da negativa de fornecimento na via administrativa, tal como acordado entre os Entes Federativos em autocomposição no Supremo Tribunal Federal.¿ 4.1) No exercício do controle de legalidade, o Poder Judiciário não pode substituir a vontade do administrador, mas tão somente verificar se o ato administrativo específico daquele caso concreto está em conformidade com as balizas presentes na Constituição Federal, na legislação de regência e na política pública no SUS.¿ 4.2) A análise jurisdicional do ato administrativo que indefere o fornecimento de medicamento não incorporado restringe-se ao exame da regularidade do procedimento e da legalidade do ato de não incorporação e do ato administrativo questionado, à luz do controle de legalidade e da teoria dos motivos determinantes, não sendo possível incursão no mérito administrativo, ressalvada a cognição do ato administrativo discricionário, o qual se vincula à existência, à veracidade e à legitimidade dos motivos apontados como fundamentos para a sua adoção, a sujeitar o ente público aos seus termos.¿ 4.3) Tratando-se de medicamento não incorporado, é do autor da ação o ônus de demonstrar, com fundamento na¿Medicina Baseada em Evidências, a segurança e a eficácia do fármaco, bem como a inexistência de substituto terapêutico incorporado pelo SUS.¿ 4.4) Conforme decisão da STA 175-AgR, não basta a simples alegação de necessidade do medicamento, mesmo que acompanhada de relatório médico, sendo necessária a demonstração de que a opinião do profissional encontra respaldo em evidências científicas de alto nível, ou seja, unicamente ensaios clínicos randomizados, revisão sistemática ou meta-análise.¿ V –Plataforma Nacional¿¿ 5) Os Entes Federativos, em governança colaborativa com o Poder Judiciário, implementarão uma plataforma nacional que centralize todas as informações relativas às demandas administrativas e judiciais de acesso a fármaco, de fácil consulta e informação ao cidadão, na qual constarão dados básicos para possibilitar a análise e eventual resolução administrativa, além de posterior controle judicial.¿¿ 5.1) A porta de ingresso à plataforma será via prescrições eletrônicas, devidamente certificadas, possibilitando o controle ético da prescrição,¿a posteriori, mediante ofício do Ente Federativo ao respectivo conselho profissional.¿¿ 5.2) A plataforma nacional visa a orientar todos os atores ligados ao sistema público de saúde, possibilitando a eficiência da análise pelo Poder Público e compartilhamento de informações com o Poder Judiciário, mediante a criação de fluxos de atendimento diferenciado, a depender de a solicitação estar ou não incluída na política pública de assistência farmacêutica do SUS e de acordo com os fluxos administrativos aprovados pelos próprios Entes Federativos em autocomposição.¿¿ 5.3) A plataforma, entre outras medidas, deverá identificar quem é o responsável pelo custeio e fornecimento administrativo entre os Entes Federativos, com base nas responsabilidades e fluxos definidos em autocomposição entre todos os Entes Federativos, além de possibilitar o monitoramento dos pacientes beneficiários de decisões judiciais, com permissão de consulta virtual dos dados centralizados nacionalmente, pela simples consulta pelo CPF, nome de medicamento, CID, entre outros, com a observância da Lei Geral de Proteção da Dados e demais legislações quanto ao tratamento de dados pessoais sensíveis.¿ 5.4) O serviço de saúde cujo profissional prescrever medicamento não incorporado ao SUS deverá assumir a responsabilidade contínua pelo acompanhamento clínico do paciente, apresentando, periodicamente, relatório atualizado do estado clínico do paciente, com informações detalhadas sobre o progresso do tratamento, incluindo melhorias, estabilizações ou deteriorações no estado de saúde do paciente, assim como qualquer mudança relevante no plano terapêutico.¿ VI –Medicamentos incorporados¿¿ 6) Em relação aos medicamentos incorporados, conforme conceituação estabelecida no âmbito da Comissão Especial e constante do Anexo I, os Entes concordam em seguir o fluxo administrativo e judicial detalhado no Anexo I, inclusive em relação à competência judicial para apreciação das demandas e forma de ressarcimento entre os Entes, quando devido.¿¿ 6.1) A(o) magistrada(o) deverá determinar o fornecimento em face de qual ente público deve prestá-lo (União, estado, Distrito Federal ou Município), nas hipóteses previstas no próprio fluxo acordado pelos Entes Federativos, anexados ao presente acórdão.¿ 6.2) A competência jurisdicional, quanto às demandas referentes aos fármacos para tratamento oncológico incorporados no SUS: I - será da Justiça Federal para os medicamentos oncológicos de aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde, aplicando-se o fluxo administrativo e judicial detalhado no Anexo I relativos aos medicamentos incluídos no Grupo 1A do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica; e II - será da Justiça Estadual para os medicamentos oncológicos de negociação nacional, bem ainda aqueles de aquisição descentralizada, aplicando-se o fluxo administrativo e judicial detalhado no Anexo I relativos aos medicamentos incluídos no Grupo 1B do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica.
- Situação
- Trânsito em Julgado em 07/03/2025
- Órgão
- Plenário
- Data
- 16/09/2024
- Relator
- Min. Gilmar Mendes
- Leading case
- RE 1366243
- Fonte
- STF, Repercussão Geral: todos os temas e tese de cada tema
Em português claro
O que o Tema 1.234 decidiu sobre competência e custeio?
A discussão levada ao Supremo era se a União precisa necessariamente figurar no polo passivo (ou seja, ser ré) em ações que pedem medicamento ou tratamento não incorporado às políticas públicas do SUS, ainda que registrado na Anvisa. O julgamento terminou com a homologação de um acordo entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com trânsito em julgado em 7 de março de 2025.
O critério central é econômico. Demandas sobre medicamentos não incorporados e sobre medicamentos oncológicos, ambos com registro na Anvisa, tramitam na Justiça Federal quando o valor do tratamento anual do fármaco ou do princípio ativo, calculado pelo Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG, o teto de preço divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, na alíquota zero), for igual ou superior a 210 salários mínimos. Valores inferiores seguem na Justiça estadual.
Regras complementares orientam o cálculo:
- Havendo vários medicamentos do mesmo princípio ativo e sem pedido de fármaco específico, usa-se o menor valor da lista da CMED.
- Sem valor fixado na lista, considera-se o valor do tratamento anual pedido na ação, podendo o juiz pedir auxílio à CMED; sem resposta em tempo hábil, analisa-se o orçamento apresentado pelo autor.
- Em caso de cumulação de pedidos, soma-se apenas o valor dos medicamentos não incorporados, ainda que existam outros pedidos de obrigação de fazer, pagar ou entregar coisa certa.
Quanto ao custeio, as ações que correrem na Justiça Federal são pagas integralmente pela União. Se houver condenação supletiva de Estados ou do Distrito Federal por impossibilidade de cumprimento pela União, o ressarcimento é integral, por repasses Fundo a Fundo. Nas ações que permanecerem na Justiça estadual e tratarem de medicamento não incorporado, a União ressarce 65% dos desembolsos quando o valor da causa é superior a 7 e inferior a 210 salários mínimos. Em tratamentos oncológicos, o percentual é de 80%.
Quais medicamentos são considerados não incorporados?
A tese enquadra como não incorporados: os que não constam da política pública do SUS; os previstos em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para outras finalidades; os sem registro na Anvisa; e os de uso off label (fora da indicação aprovada na bula) sem PCDT ou fora das listas do componente básico.
Para medicamentos sem registro na Anvisa, mantém-se a competência da Justiça Federal e a ação deve ser proposta contra a União, conforme já definido no Tema 500. Já os medicamentos incorporados seguem o fluxo administrativo e judicial acordado entre os entes e anexado ao acórdão, inclusive quanto à competência. Nos oncológicos incorporados, a Justiça Federal julga os de aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde e a Justiça estadual os de negociação nacional ou aquisição descentralizada.
O que o juiz deve examinar e o que o paciente precisa demonstrar?
Ao apreciar pedido de medicamento não incorporado, o juiz deve obrigatoriamente analisar o ato administrativo de não incorporação pela Conitec e a negativa de fornecimento na via administrativa, sob pena de nulidade da decisão. Esse exame é de legalidade e de regularidade do procedimento, sem substituir a vontade do administrador nem ingressar no mérito administrativo.
O ônus da prova recai sobre o autor, que deve demonstrar, com base na Medicina Baseada em Evidências, a segurança e a eficácia do fármaco e a inexistência de substituto terapêutico já oferecido pelo SUS. A tese registra que o simples relatório médico afirmando a necessidade não é suficiente: exige-se respaldo em evidências científicas de alto nível, isto é, ensaios clínicos randomizados, revisão sistemática ou metanálise.
O que fazer quando o Tema 1.234 é invocado no seu processo?
- Verifique se o medicamento é incorporado ou não incorporado, pois disso depende o fluxo aplicável.
- Levante o valor do tratamento anual pelo PMVG na lista da CMED para conferir se o caso pertence à Justiça Federal ou estadual.
- Reúna a negativa administrativa formal e o histórico do pedido junto ao SUS, documentos que o juiz precisa examinar.
- Instrua o processo com literatura científica de alto nível, além do laudo do médico assistente, e indique por que os medicamentos disponíveis no SUS não atendem ao caso.
- Acompanhe eventual redirecionamento do cumprimento a outro ente, que, quando determinado pelo juiz para viabilizar a entrega, não gera responsabilidade financeira própria nem honorários de sucumbência.
A tese também prevê a criação de plataforma nacional, em governança colaborativa com o Judiciário, para centralizar informações sobre pedidos administrativos e judiciais de medicamentos, com ingresso por prescrição eletrônica certificada e acompanhamento clínico periódico do paciente pelo serviço de saúde que prescreveu o fármaco não incorporado.
Os números
Quantas decisões citam o Tema 1.234 do STF (repercussão geral)
De 2023 a 2025, 7.739 decisões do STJ e do STF na base do Precedentes citaram o Tema 1.234 do STF (repercussão geral) (dados até STJ 22/09/2026; STF 28/09/2026).
Universo: decisões do STJ e do STF na base do Precedentes (precedentes.com.br). Período: julgadas ou publicadas de 2023 a 2025 (a data é a do julgamento ou, quando ela falta, a da publicação). Critério: citação lida no texto da decisão por expressão regular; a decisão que só menciona conta igual à que aplica. Citação não é aplicação e não indica resultado do julgamento. Metodologia.
- 20170 (0,0%)0 (0,0%)
- 20180 (0,0%)0 (0,0%)
- 20190 (0,0%)0 (0,0%)
- 20200 (0,0%)0 (0,0%)
- 20210 (0,0%)0 (0,0%)
- 202265 (0,01%)61 (0,12%)
- 20232.258 (0,41%)233 (0,39%)
- 2024891 (0,14%)174 (0,25%)
- 20252.884 (0,41%)1.299 (1,9%)
- 2026parcial1.264 (0,24%)1.972 (3,6%)
| Ano | STJ | % do STJ | STF | % do STF |
|---|---|---|---|---|
| 2017 | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% |
| 2018 | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% |
| 2019 | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% |
| 2020 | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% |
| 2021 | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% |
| 2022 | 65 | 0,01% | 61 | 0,12% |
| 2023 | 2.258 | 0,41% | 233 | 0,39% |
| 2024 | 891 | 0,14% | 174 | 0,25% |
| 2025 | 2.884 | 0,41% | 1.299 | 1,9% |
| 2026 (parcial até STJ 22/09/2026; STF 28/09/2026) | 1.264 | 0,24% | 1.972 | 3,6% |
Decisões recentes que citam o tema
STF, RE 1.366.243 Ref-ED-segundosSTF
STF, RE 1.366.243 Ref-ED-segundos, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, j. 28/9/2026, DJe 30/9/2026 · 30/09/2026
Ementa: Direito administrativo e outras matérias de direito público. Embargos de declaração no referendo no recurso extraordinário. Embargos de declaração. Ilegitimidade recursal de AMICUS CURIAE. Homologação de acordo interfederativo. Competência jurisdicional para medicamentos oncológicos. Ausência de omissão…
Ver decisão no site do STFSTF, Rcl 99.285 AgRSTF
STF, Rcl 99.285 AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, Primeira Turma, j. 28/9/2026, DJe 30/9/2026 · 30/09/2026
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DO DECIDIDO NO TEMA 1.234 DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL E NA SÚMULA VINCULANTE N. 60 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO…
Ver decisão no site do STFSTF, Rcl 97.540 AgR/PISTF
STF, Rcl 97.540 AgR/PI, Rel. Min. André Mendonça, Segunda Turma, j. 21/9/2026, DJe 25/9/2026 · 25/09/2026
Ementa: Agravo regimental na reclamação. Direito à saúde. Concessão de medicamento pelo Poder Judiciário em caráter excepcional. RE nº 566.471/RN (Tema RG nº 6) e RE nº 1.366.243/SC (Tema RG nº 1.234). Teratologia: ausência. Uso como sucedâneo recursal: vedação. Recurso desprovido. I. Caso em exame 1. Agravo…
Ver decisão no site do STFSTF, RE 1.616.665 AgR/PISTF
STF, RE 1.616.665 AgR/PI, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, Primeira Turma, j. 8/9/2026, DJe 25/9/2026 · 25/09/2026
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À SAÚDE. MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO QUANTO À COMPETÊNCIA: TEMA 1.234 DA REPERCUSSÃO GERAL. FORNECIMENTO DE TRATAMENTO MÉDICO MULTIDISCIPLINAR PARA AUTISTA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERADOS: TEMA 793 DA REPERCUSSÃO GERAL…
Ver decisão no site do STFSTF, RE 1.587.637 AgR/RSSTF
STF, RE 1.587.637 AgR/RS, Rel. Min. Flávio Dino, Primeira Turma, j. 15/9/2026, DJe 25/9/2026 · 25/09/2026
EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO PEDINDO O FORNECIMENTO DE PRODUTO DERIVADO DA CANNABIS. AGRAVO INTERNO SOBRESTADO, ATÉ O JULGAMENTO DE MÉRITO DO TEMA 1466 DA REPERCUSSÃO GERAL.
Ver decisão no site do STF
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre o Tema 1.234 do STF (repercussão geral)
A União sempre precisa ser ré na ação de medicamento não incorporado?
Não. A presença da União decorre do critério de competência: a Justiça Federal atua quando o tratamento anual pelo PMVG alcança 210 salários mínimos, e nos casos de medicamento sem registro na Anvisa. Abaixo desse patamar, a ação permanece na Justiça estadual, com ressarcimento posterior pela União.
Como descubro o valor do tratamento anual para saber a Justiça competente?
Consulta-se o Preço Máximo de Venda ao Governo na lista divulgada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, na alíquota zero, e multiplica-se pela quantidade necessária em um ano. Havendo mais de um medicamento do mesmo princípio ativo sem pedido específico, usa-se o menor valor listado.
Meu processo já estava em andamento. Ele será transferido de Justiça?
O acordo homologado no RE 1.366.243 trouxe regras de competência e de transição, e o efeito sobre processos em curso depende da fase em que se encontram e do objeto do pedido. A análise deve ser feita caso a caso, com atenção ao fluxo aplicável ao medicamento discutido.
Um laudo do meu médico basta para obter o medicamento?
A tese exige mais do que a alegação de necessidade acompanhada de relatório médico. É preciso demonstrar que a indicação tem respaldo em evidências científicas de alto nível, como ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas ou metanálises, além da ausência de alternativa terapêutica no SUS.
Preciso pedir o medicamento ao SUS antes de ir ao Judiciário?
O juiz deve analisar o ato administrativo de não incorporação e a negativa de fornecimento na via administrativa. Por isso, o pedido formal ao SUS e a resposta obtida são documentos relevantes para instruir a ação.
Como citar
Schwab Alonso Advogados, Observatório dos Tribunais Superiores, Tema 1.234 do STF (repercussão geral). Dados: Precedentes (precedentes.com.br), base até STJ 22/09/2026; STF 28/09/2026. Disponível em: https://schwabealonsoadv.com/tribunais-superiores/temas/tema-1234-stf.
Os números desta página estão no arquivo CSV do Observatório. Veja também a página de dados no Precedentes.
Conteúdo informativo elaborado pela equipe do Schwab Alonso Advogados. Autores: João Pedro Schwab Sampaio (OAB/DF nº 83.647) e Marisa Alonso (OAB/DF nº 2.916).
Dados atualizados em 30/09/2026. Decisões na base até: STJ 22/09/2026; STF 28/09/2026.
Este conteúdo não substitui a análise individual do seu caso. Citação não é aplicação: a contagem inclui decisões que apenas mencionam o enunciado e não diz se o recurso foi ou não provido. Como os números são contados.
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